
António Lobo Antunes morreu esta quinta-feira, 5 de Março, aos 83 anos. Considerado uma das vozes mais marcantes da literatura portuguesa contemporânea, deixou uma obra vasta, conhecida pela escrita densa e pela forma singular como trabalhou a memória, a família, a guerra e as contradições do país.
Nascido em Lisboa, a 1 de Setembro de 1942, formou-se em Medicina e especializou-se em Psiquiatria. No início da década de 1970 esteve em Angola como médico militar, experiência que viria a marcar de forma profunda o seu percurso e a atravessar muitos dos seus livros.
Estreou-se na ficção em 1979, com Memória de Elefante e Os Cus de Judas, iniciando uma carreira com dezenas de romances publicados e traduzidos. Ao longo do seu percurso recebeu vários reconhecimentos, entre os quais o Prémio Camões, atribuído em 2007.