Marcelo Rebelo de Sousa tem Porto de Sines como uma das prioridades na China

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O Presidente da República Portuguesa participou no Fórum Belt and Road, que aprofundou os laços diplomáticos e estratégicos entre as duas nações, cinco meses depois de Xi Jinping, presidente da República Popular da China, ter visitado Portugal para formalizar o memorando de entendimento que agora une os dois países. Segundo o enviado do jornal ‘Expresso’ à China, esta visita foi considerada como uma afirmação política da disponibilidade de «alinhamento» luso com a potência chinesa, sendo simbólica da abertura de Portugal a novos investimentos do país oriental por terras (e mares) portugueses. No epicentro deste horizonte de investimentos está a iniciativa One Belt One Road, que visa – recriando a Rota da Seda – ligar a Ásia à Europa e ao continente africano. Marcelo Rebelo de Sousa visita agora as cidades de Pequim, Xangai e Macau. A visita do Chefe de Estado reforça o compromisso português na mega-iniciativa infra-estrutural de conectividade terrestre e portuária, mas está longe de constituir novidade: vários ministros do Executivo de António Costa (entre eles Augusto Santos Silva ou Ana Paula Vitorino) haviam já, reiteradamente, aludido às oportunidades estratégicas que se abrirão a Portugal caso o país integre o projecto chinês.Neste âmbito, o Porto de Sines ganha um relevo particular, sendo a plataforma (de águas profundas, assinale-se) capaz de ser o elo marítimo de ligação da placa continental europeia ao continente africano, aos portos americanos, e, por terra, a toda a massa continental euro-asiática. Esta atractividade geoestratégica, na confluência de três rotas internacionais de comércio (Mediterrâneo, África e Canal do Panamá), torna o Porto de Sines um apelativo ponto de paragem para as rotas comerciais de vários quadrantes geográficos.

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