
A Procuradoria-Geral da República enviou uma nota à comunicação social na qual se lê que, no âmbito das polémicas viagens pagas pela Galp para ver jogos da selecção, foi deduzida “acusação, pela prática de crimes de recebimento indevido de vantagem, contra 18 arguidos”. A lista confirma os nomes dos autarcas de Sines e Santiago do Cacém, Nuno Mascarenhas e Álvaro Beijinha, dos ex-secretários de Estado Fernando Rocha Andrade (Assuntos Fiscais) e Jorge Costa Oliveira (Internacionalização). O ex-assessor do primeiro-ministro Vitor Escária também está no grupo de arguidos acusados, assim como a sua mulher, Susana Escária, que era adjunta do ex-secretário de Estado João Vasconcelos, que viria a morrer.A lista inclui ainda João Bezerra da Silva (ex-chefe de gabinete de Rocha Andrade) e Pedro Matias (ex-chefe de gabinete de João Vasconcelos). Pelas funções que exerciam à data, estão também elencado osl nome de Carlos Manuel Costa Pina (administrador da Galp e ex-secretário de Estado de José Sócrates). A nota da PGR já confirmava que havia duas pessoas que, à data dos factos, exerciam funções de secretários de Estado, dois de chefes de gabinete de secretário de Estado, dois assessores governamentais, dois presidentes de câmaras municipais e um administrador de empresa concessionária de serviço público. O Ministério Público defende, para os “arguidos que exerciam funções públicas”, a condenação na pena acessória de proibição do exercício de cargos públicos, de funcionários públicos ou de agentes da administração. E requereu também “a declaração de perda a favor do Estado dos valores” em causa e que correspondem a 40.265,00 euros.