
Pescadores vão poder regressar à pesca da sardinha no dia 3 de junho. Ainda em aberto continua a quantidade de captura. Bruxelas fala em menos de 11 mil toneladas, mas associações pedem mais de 15 mil.
Os pescadores portugueses só podem regressar ao mar para apanhar sardinha a partir de 3 de junho. A data foi publicada num despacho do Ministério do Mar, depois de esta actividade estar suspensa desde setembro em nome do aumento do stock. Os profissionais vão concentrar assim a sua actividade mais próximo dos Santos Populares, altura em que a sardinha é a rainha da festa. Ainda em suspenso está a quantidade de captura que vai ser permitida.
A proposta em cima da mesa fixou-se nas 10 799 toneladas para este ano – um valor que terá de ser repartido entre Portugal e Espanha, o que já provocou o descontentamento dos pescadores dos dois países ao considerarem este montante “manifestamente insuficiente”.
Ainda assim, o coordenador da comissão executiva da Federação dos Sindicatos do Setor da Pesca (FSSP) lembra que “Portugal fica com a grande maioria desta quota a ser partilhada com Espanha”. Mas João Almeida não tem dúvidas: “Qualquer dia há muito peixe, não há é pescadores”.
Também a Associação das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco (Anopcerco) garante que “as 10 799 toneladas não vão garantir as condições mínimas para a sobrevivência, ajudando desta forma ao declínio e eventual desaparecimento do setor da pesca de cerco em ambos os países”.