Reformas sobem 0,7% em 2020. Novas pensões levam corte de 15,2%.

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É o aumento mais curto em três anos e a culpa é da inflação. As pensões mais baixas, até 877,62 euros, vão ter um acréscimo de apenas 0,7% a partir de janeiro do próximo ano.

Os valores ainda são provisórios, mas tudo indica que será essa a actualização que os reformados poderão esperar em 2020, assumindo que não haverá aumentos extraordinários como aconteceu desde 2017.

Os dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a inflação (excluindo os preços da habitação) terá sido de 0,24% em novembro. Aplicando a fórmula de cálculo prevista na lei, as pensões mais baixas (iguais ou inferiores a dois indexantes dos apoios sociais, ou seja, cerca de 878 euros) vão aumentar 0,24% (arredondada à casa decimal), a que se soma o bónus de um quinto do crescimento da economia em dois anos consecutivos acima de 2%.

Por sua vez, as pensões entre duas e seis vezes o valor do IAS (entre 877,6 euros e 2632,8 euros brutos) serão actualizadas em 0,2%. Já as pensões mais altas, superiores a seis vezes o IAS e até 5265,6 euros (12 IAS), não serão alvo de alterações, mesmo que a lei imponha a subtração de 0,25 pontos percentuais ao valor da inflação. Isto porque não pode ocorrer um corte no valor nominal das pensões.

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