
Apesar das medidas avulsas tomadas por diferentes países, nem a Organização Mundial da Saúde (OMS) nem o Centro Europeu para Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), alteraram as suas orientações quanto às máscaras a usar pela comunidade perante a expansão de variantes mais contagiosas como as do Reino Unido e da África do Sul. Das evidências recolhidas nestes dois países “não existem alterações no modo de transmissão” do vírus, por isso não tem intenção de alterar essas recomendações para já. “Se alguma coisa mudar, nós alteraremos e acualizaremos em conformidade”, disse a responsável técnica da resposta à covid-19 da OMS, Maria Van Kerkhove. O Ministério da Saúde questionou a DGS, sobre em que medida as medidas de saúde pública vão precisar de ser adaptadas perante a expansão da variante britânica no nosso país, disse a ministra da Saúde, Marta Temido, na conferência de imprensa de ontem. O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) estima que, dentro de duas semanas, 60% dos novos casos positivos de infeções pelo novo coronavírus no nosso país correspondam à variante do Reino Unido. No final da semana passada rondavam os 20%. Nos últimos dias, Alemanha, Áustria e França determinaram o uso de máscaras mais eficazes em contextos com grande concentração de pessoas, como transportes públicos, lojas, supermercados e até locais trabalho, banindo as máscaras comunitárias (de tecido), neste tipo de locais. Alemanha e França passaram a exigir as máscaras cirúrgicas (com um desempenho mínimo de filtração de 90%) ou as FFP2, também conhecidas por “bico de pato” (bloqueiam pelo menos 94% de aerossóis). A Áustria impõe o uso das FFP2 desde esta segunda-feira.
Foto: Thomas Kienzle / AFP