
“A REN continua focada em desenvolver a Rede Eléctrica Nacional no sentido de viabilizar a ligação de novas centrais solares, em construção ou projecto”, garante a empresa na apresentação de resultados relativos aos primeiros nove meses de 2023.
Em causa estão as metas de descarbonização definidas pelo Governo português no âmbito do PNEC 2030, frisa a empresa que actua como operador das redes nacionais de transportes de eletricidade e gás.
Até setembro, a REN dá conta de um investimento total de 177,1 milhões (+40,5% face a 2022, ano em que o investimento foi de apenas 126 milhões), o que indica um aumento de 51,1 milhões de euros, com destaque para “os investimentos feitos na interligação à Rede Elétrica Nacional de novos projetos de energias renováveis”.Aqui, Sines ganha destaque, com a instalação de duas linhas de 400 kV e outras duas de 150 kV na substação desta região, com vista a “fornecer energia eléctrica às instalações dos clientes”. Soma-se ainda uma linha de 220 kV na substação Valdigem (no norte) e uma linha de 60 kV na substação de Pereiro (a sul), para “conectar centrais solares fotovoltaicas” à rede nacional.
Segundo a REN, os investimentos em linhas eléctricas chegaram aos 138,9 milhões entre janeiro e setembro (face a apenas 93,7 milhões em 2022), somando-se mais 34,8 milhões para as redes de distribuição e transporte de gás.