
Segundo avança a CNN, a Start Campus, afirmou que havia “equívocos” sobre o impacto ambiental do centro de dados de Sines que ameaçam a “continuidade de projecto chave”, segundo um comunicado.
Na nota, a empresa, agora liderada por Robert Dunn, indicou que “reafirma compromisso ambiental e garante que espécies protegidas não estão em risco”.
Para a empresa existem “equívocos sobre impacto ambiental do centro de dados da Start Campus” que ameaçam a “continuidade de projecto-chave”.
“A construção do projecto Sines 4.0, um centro de dados ‘hyperscaler’ desenvolvido pela Start Campus, e que irá contribuir para um forte desenvolvimento da economia local e nacional, está a estabelecer novos padrões de responsabilidade ambiental e de criação de ecossistemas verdes”, assegurou.
Localizado na Zona Industrial de Sines, no local de um aeródromo desativado, entre uma linha ferroviária e uma central elétrica a carvão, o trabalho de construção no primeiro edifício do projecto de 3,5 mil milhões de euros está perto de ser concluído, será alimentado a energia renovável e criará quase 10.000 novos empregos”, garantiu ainda.
A empresa destacou que este primeiro edifício, conhecido como “NEST” está “situado inteiramente fora da Rede Natura, que protege habitats de flora e fauna”, acrescentando que “esta fase da construção não está sujeita a uma avaliação de impacto ambiental (AIA) pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA)”, tendo esta entidade, no entanto, adicionado “uma condição ao projecto, exigindo que a Start Campus protegesse as plantas ‘Erica cirialis’ e ‘Erica erigena’ ao redor do local”.