
De acordo com os dados do INE – Instituto Nacional de Estatística, indicou que os portos nacionais movimentaram aproximadamente 21 milhões de toneladas no 3° Trimestre, uma queda abrupta de 5,6% que no mesmo período de 2022.
Sines reforçou o agravamento negativo no que concerne nas perdas neste 3° Trimestre, tendo recuado 4,3% (-2,6% no 2° trimestre) para 10,7 milhões de toneladas.
Desta forma, continua o cenário de agravamento de perda de cargas para o Porto de Sines, aumentando as dificuldades já existentes. Ao contrário de outros portos em que cresceram ligeiramente no trimestre anterior e agora desceram, o Porto de Sines já vinha de um trimestre de perdas que agora agravaram.
A nível global, factores como as guerras Rússia-Ucrânia, Hamas-Israel, o posicionamento de carga de certos sectores noutro países menos onerosos, a chamada Taxa EU ETS, relativamente ao carbono que os armadores terão de pagar a partir de 01.01.2024, ou a nível nacional, factores como o custo dos juros e da inflação nas empresas, ( como acontece nas famílias), ou a disrupção no tecido empresarial local ( Exemplo das paragens de produção da Indorama), são exemplos de factores com um impacto forte na “saúde” do Porto de Sines nesta recta final de 2023, antevendo um 2024 complicado.