Rússia é já o terceiro fornecedor de GNL a Portugal.

Portugal aumentou as suas importações de gás natural liquefeito à Rússia em 33% no ano transato, denunciou esta segunda-feira o ‘Jornal de Negócios’ (acesso pago), chegaram a Sines 374 milhões de metros cúbicos, de acordo com as estatísticas da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).

Nos últimos cinco anos, já deram entrada mais de 2 mil milhões de metros cúbicos de gás russo, sendo que agosto de 2020 e janeiro de 2021 foram os meses que registaram maiores volumes: 179 e 276 milhões de metros cúbicos, respetivamente.

Os dados da DGEG não apontaram quais as empresas responsáveis pela compra do GNL de Moscovo, mas a espanhola Naturgy será a única que ainda negoceia com a Rússia, indicou a publicação, lembrando que Galp, EDP e Endesa também trazem gás para o terminal de Sines. Em 2023, Portugal importou quase cinco mil milhões de metros cúbicos, menos 16% face a 2022. Os maiores fornecedores foram a Nigéria e Estados Unidos, com 1,9 e 1,8 mil milhões de metros cúbicos, respetivamente, e Espanha, com 500 milhões.

Em 2024, chegaram a Sines quatro navios com GNL, com origem nigeriana e americana, sendo que não há registos de entrada de qualquer carga proveniente da Rússia.No que diz respeito ao preço médio de importação, em dezembro de 2023 situou-se nos 31 euros por MWh – menos 46% face ao período homólogo de 2022, ou seja, 57 euros por MWh.

Portugal conseguiu reduzir o consumo no ano transato, menos 20,8% face a 2022 – o gás natural usado pelo setor eletroprodutor para gerar energia elétrica caiu 36,8%, já o consumo nas centrais de cogeração caiu 26,5%, enquanto nos restantes setores a redução foi de 1,5%.

Deixe um comentário