
A licença atribuída ao projecto pela APA – Agência Portuguesa do Ambiente, foi impugnada, uma medida requerida pelo Ministério Público.
A decisão trava (até ver), o projecto de construção daquela que será a maior central solar da Europa e a quinta maior do mundo. O investimento mencionado, anda na ordem dos 800 milhões de euros, é uma iniciativa da Iberdrola e da Prosolia.
Afirmou o MP, ao requerer a impugnação da licença, que a sua atribuição por parte da APA “passou por cima de “um alargado conjunto de instrumentos de gestão territorial e de regimes jurídicos de protecção de recursos naturais”, de acordo com o jornal “Público”.
O projecto determina o abate de cerca de 1,5 milhões de árvores, sobretudo eucaliptos, mas isso não foi impeditivo para a APA de dar um parecer positivo e lançar uma licença em janeiro do ano passado. A Central Solar da Iberdrola, terá uma capacidade instalada de 1,2 gigawatts e data prevista para entrar em funcionamento em 2025.
Tendo em conta o enquadramento, poderia haver algum tipo de ligação deste projecto com o Data Center da Start Campus.
Em declarações ao Jornal Económico,, a Iberdrola foi sucinta: “a Iberdrola não tem qualquer acordo com o Data Center de Sines”. A forma típica como a Iberdrola – e outras empresas da sua dimensão – costuma proceder neste tipo de projectos tem sido a de concluir a central, verificar os preços de mercado do megawatt/hora solar produzido e depois chegar a um acordo de longa duração (um Power Purchase Agreement) com um grande cliente.