Hidrogénio: H2Sines.Rdam caiu. Outros projectos relacionados continuam.

Apesar da “joint-venture” franco-holandesa constituída pela Engie e Shell ter cancelado o seu projeto de hidrogénio verde em Sines, conhecido por H2Sines.Rdam, o futuro do hidrogénio em Sines, está longe de ter terminado.

O consórcio MadoquaPower2X (MP2X) anunciou há não muito tempo, um acréscimo de 1.500 milhões para a segunda fase, aos já anunciados publicamente 1.300 milhões para implementar a primeira fase do projecto” O projecto liderado pela empresa portuguesa Madoqua Renewables prevê ultrapassar a capacidade de 1 Gigawatt (GW) de produção de hidrogénio verde.

Outro projecto em marcha é o projeto GreenH2Atlantic. Este projecto de produção de hidrogénio renovável em Sines pertence a um consórcio formado por 13 entidades, incluindo empresas como EDP, Galp, Engie, Bondalti, Martifer, Vestas Wind Systems A/S, McPhy e Efacec, e parceiros académicos e de investigação como ISQ, INESC-TEC, DLR e CEA, e do cluster público-privado Axelera. O GreenH2Atlantic foi um dos três projectos seleccionados no âmbito do Horizon 2020 – Green Deal para demonstrar a viabilidade do hidrogénio verde numa escala de produção e aplicação tecnológica sem precedentes. O fundo de 30 milhões de euros irá contribuir para financiar a construção da unidade de hidrogénio, localizada na central termoelétrica de Sines.

A própria Galp, entrou na “onda do hidrogénio” e também irá investir na construção de uma unidade de hidrogénio verde com uma capacidade de 100 MW de eletrolisadores, que produzirá até 15 mil toneladas de hidrogénio renovável por ano.

Outro projecto na calha, é o da empresa nacional cotada em Wall Street, a Fusion Fuel, que anda em contacto para parceiros estratégicos, tendo recebido luz verde por parte da Comissão Europeia para o seu projecto de produção de hidrogénio verde em Sines. O projecto de 630 MW, com aumento gradual de capacidade, terá acesso a fundos europeus para o efeito.

Resumindo, o ideal do “hidrogénio” está longe de sair de Sines, como se pode comprovar pelos inúmeros projectos ainda em curso.

Deixe um comentário