
A situação na Indorama continua numa indefinição preocupante, sem haver uma resolução positiva em vista.
O lay-off dos trabalhadores prossegue, situação que se arrasta desde de outubro do ano passado, ou seja há pouco mais que 8 meses.
O lay-off tem um período de seis meses renováveis por igual período e em que os trabalhadores recebem o equivalente a 66% do seu actual salário.
Apesar da intervenção das entidades representativas dos trabalhadores e até de autarcas locais, junto do governo ( Principalmente com o anterior governo PS), a situação não tem alterado de forma significativa.
A empresa tinha um peso significativo para o Porto, tendo em conta que a esmagadora maioria da produção, (ácido tereftálico purificado), componente que serve para embalagens de plástico para uso alimentar, era exportado pelo terminal de contentores do Porto de Sines.
Em 2017, a Caixa Geral de Depósitos desfez-se da Artlant, a fábrica de petroquímica de Sines onde perdeu mais de 500 milhões de euros, na sequência de um projecto PIN ( Projecto de Interesse Nacional), aprovado pelo Governo PS liderado por José Sócrates, tendo sido vendida à Indorama Ventures por aproximadamente 28 milhões de euros, ( valor apurado da acta da assembleia-geral de credores que aprovou a transação), após insolvência da Artlant.
Ainda não se conhece os planos do novo governo para uma resolução desta situação sensível.