
A Guarda Nacional Republicana alertou para a continuação das burlas associadas à aquisição e ao arrendamento de casas em Portugal, numa altura em que se intensifica a procura de alojamento através de plataformas digitais, sobretudo com a aproximação do período de férias.
Segundo a força de segurança, este tipo de crime mantém expressão em vários pontos do país, com maior incidência em zonas turísticas e centros urbanos. De acordo com os dados divulgados, em 2025 foram registadas 725 burlas na aquisição e arrendamento de casas. Apesar de este número representar uma ligeira descida face às 762 ocorrências contabilizadas em 2024, a GNR sublinha que o fenómeno continua disperso pelo território nacional.
O Distrito de Setúbal surge como um dos distritos com mais casos. A Guarda refere ainda que, entre 2024 e 2025, foram detidos três suspeitos ligados a estas práticas ilícitas. As autoridades assinalam também subidas expressivas em alguns distritos, nomeadamente Portalegre, Viana do Castelo, Leiria e Castelo Branco, o que mostra que o problema não se limita às zonas tradicionalmente mais procuradas para férias. Segundo a GNR, muitos destes esquemas começam com anúncios apelativos publicados na internet, com preços abaixo do mercado e imagens de imóveis que, em alguns casos, são reais, mas usados de forma fraudulenta. As vítimas são levadas a efectuar pagamentos antecipados ou sinais de reserva, acabando por descobrir mais tarde que o imóvel não existe, não está disponível ou não corresponde ao que foi anunciado.
Perante este cenário, a GNR aconselha os cidadãos a desconfiarem de ofertas com valores demasiado baixos, a evitarem transferências sem confirmação da legitimidade do negócio e a procurarem sempre verificar a identidade do anunciante, a existência do imóvel e as condições reais do arrendamento ou da compra. O objectivo, sublinha a autoridade, é reduzir o risco de fraude num mercado em que a procura elevada pode favorecer decisões precipitadas.