Navios russos terão monitorizado cabos submarinos ao largo de Sines desde 2023?

De acordo com o Jornal Inside, navios com bandeira russa terão vindo a acompanhar, desde 2023, zonas marítimas ao largo de Sines por onde passam cabos submarinos considerados críticos para as comunicações e para a circulação internacional de dados.

A publicação refere a existência de relatórios de inteligência e de registos de tráfego marítimo que apontam para movimentos repetidos de embarcações classificadas como oceanográficas e pesqueiras, com trajectórias lentas e permanências prolongadas junto a corredores onde se localizam estas infraestruturas. Segundo a mesma publicação, as autoridades portuguesas terão reforçado a vigilância sobre esta área, com intensificação de patrulhas e articulação com parceiros internacionais.

O artigo indica ainda que a NATO e a União Europeia estarão a cruzar informação proveniente de imagens de satélite, vigilância marítima e outros meios de monitorização, numa tentativa de acompanhar padrões considerados invulgares nestas zonas sensíveis. O Jornal Inside sustenta que a preocupação prende-se com a importância estratégica dos cabos submarinos, lembrando que é por estas ligações que circula a maior parte das comunicações internacionais.

Entre as infraestruturas referidas está o EllaLink, sistema que liga a Europa ao Brasil e que integra o eixo atlântico de conectividade associado à costa portuguesa. A publicação acrescenta que especialistas identificam, neste tipo de operações, sinais como desligamentos intermitentes de transponders, trajectórias em ziguezague, baixas velocidades e permanências prolongadas sobre áreas batimétricas ligadas ao traçado dos cabos. O objectivo, segundo essa leitura, poderá passar por mapear em detalhe estas infraestruturas e recolher informação útil sobre rotas, profundidades e vulnerabilidades.

Ainda de acordo com o Jornal Inside, o tema está a aumentar a pressão sobre governos, operadores e entidades ligadas à protecção de infraestruturas críticas, num momento em que cresce a preocupação europeia com a segurança do espaço marítimo e com a resiliência dos sistemas de comunicação que passam pelo Atlântico.

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