
Sines surge novamente entre os territórios portugueses mais bem colocados na corrida à instalação de uma futura gigafábrica europeia de inteligência artificial, no âmbito da proposta conjunta apresentada por Portugal e Espanha.
O concelho é apontado como a base principal do lado nacional num projecto de grande dimensão, concebido para funcionar de forma articulada entre os dois países. Segundo o modelo em estudo, a infraestrutura deverá ser repartida entre território português e espanhol. Em Portugal, Sines aparece como o ponto mais relevante desta operação, ao mesmo tempo que é avaliada uma segunda localização para garantir capacidade de resposta e segurança operacional. Já em Espanha, a candidatura contempla Madrid e Barcelona.
Esta proposta faz parte do plano europeu para avançar com cinco grandes centros dedicados à inteligência artificial no espaço da União Europeia. A intenção de Bruxelas passa por reforçar a autonomia tecnológica do bloco, através de infraestruturas com enorme capacidade de processamento, orientadas para o treino e funcionamento de modelos avançados de IA. Cada unidade poderá integrar cerca de 100 mil processadores de elevado desempenho.No caso da candidatura ibérica, o volume financeiro associado poderá atingir os oito mil milhões de euros, combinando investimento público e privado.
Nesse cenário, Sines volta a ganhar protagonismo, também por já estar ligado a alguns dos maiores investimentos tecnológicos em curso em Portugal, nomeadamente na área dos centros de dados.A inclusão de Sines nesta candidatura volta a destacar o concelho no mapa dos grandes projectos ligados à transição digital e à inovação tecnológica. Apesar de o processo europeu ainda não ter arrancado formalmente, o facto de Sines integrar esta proposta reforça a sua afirmação como destino estratégico para investimentos de escala internacional.