
A Galp fechou o primeiro trimestre do ano com lucros de 272 milhões de euros, um crescimento de 41% face ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a informação comunicada pela empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários
.Os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações atingiram os 943 milhões de euros, também mais 41% em termos homólogos. O principal impulso veio da área de exploração e produção de petróleo e gás natural, cujo EBITDA subiu 78%, para 685 milhões de euros.Na área intermédia, ligada ao transporte, armazenamento e processamento de crude e gás natural, os resultados recuaram 9%, para 198 milhões de euros. Já a comercialização junto dos clientes finais cresceu 37%, alcançando 84 milhões de euros. A empresa beneficiou ainda de uma margem de refinação mais elevada, que passou de 5,6 para 14,8 dólares por barril. Este aumento ocorreu num contexto de maior instabilidade nos mercados energéticos, marcado pela crise no Médio Oriente e por perturbações nas cadeias de abastecimento.
Apesar dos resultados positivos, os custos de refinação também subiram, atingindo 68 milhões de euros, devido a operações menos eficientes e a atrasos na descarga de petroleiros provocados pelo mau tempo. A administração da Galp destacou a resiliência dos activos da empresa e a capacidade de manter o abastecimento energético do país em momentos críticos, incluindo as tempestades do início do ano e as perturbações no transporte marítimo internacional.