
Segundo avançou o Jornal de Negócios, a Galp mantém em evolução as conversações com a Moeve para a fusão dos negócios de refinação e distribuição de combustíveis, mantendo a expectativa de que a operação possa ficar concluída até ao final do primeiro semestre deste ano.
Em causa está uma operação anunciada no ano passado, que envolve os negócios de refinação e distribuição da petrolífera portuguesa, ficando de fora a área de exploração petrolífera. A eventual fusão com a operadora espanhola tem sido acompanhada com atenção pelo Governo, sobretudo devido às implicações que pode ter para a segurança energética nacional.
A Refinaria de Sines assume, neste contexto, uma importância central. Sendo um dos principais activos industriais e energéticos do país, a unidade localizada no concelho de Sines é uma peça estratégica no abastecimento de combustíveis e na capacidade de refinação nacional. Apesar do actual contexto internacional, marcado por instabilidade geopolítica e por uma maior preocupação com a segurança energética, a Galp considera que esse cenário não altera os termos essenciais da operação. A empresa mantém, por isso, a perspectiva de poder concluir o negócio até Junho. A concretizar-se, a fusão entre a Galp e a Moeve será uma das operações mais relevantes no sector energético ibérico, com impacto directo na organização dos activos de refinação e distribuição em Portugal e Espanha.
Para Sines, o processo é particularmente relevante pela dimensão da refinaria, pelo seu peso económico e laboral no território e pelo papel que a infraestrutura desempenha na segurança energética do país.