
Perto de dois milhões de pessoas encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social em Portugal em 2025, segundo dados divulgados pelo Eurostat. De acordo com o gabinete estatístico europeu, 18,6% da população residente em Portugal vivia em agregados familiares expostos a pelo menos uma de três situações: risco de pobreza, privação material e social grave ou baixa intensidade de trabalho.
Apesar da dimensão do problema, o valor representa uma descida face a 2024, ano em que a percentagem era superior em 1,1 pontos percentuais. Portugal ficou também abaixo da média da União Europeia, que se situou nos 20,9%.No conjunto dos países da União Europeia, 92,7 milhões de pessoas estavam em risco de pobreza ou exclusão social em 2025, menos 600 mil do que no ano anterior.
As percentagens mais elevadas foram registadas na Bulgária, com 29%, na Grécia, com 27,5%, e na Roménia, com 27,4%. No sentido oposto, os valores mais baixos foram observados na República Checa, Polónia e Eslovénia.Os dados mostram ainda que o risco de pobreza ou exclusão social é mais elevado entre as mulheres do que entre os homens e aumenta de forma significativa entre a população desempregada.
Em Portugal, os números revelam uma melhoria estatística, mas mantêm a pobreza como um dos principais problemas sociais do país, com impacto directo na habitação, alimentação, saúde, educação e capacidade das famílias para responder ao aumento do custo de vida.