Presidente da AICEP sai no final do ano em fase decisiva para investimentos em Sines

A presidente da AICEP, Madalena Oliveira e Silva, vai deixar o cargo no final deste ano para se reformar, segundo avançou o ECO, citando o Jornal Económico.

A saída acontece numa fase em que a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal tem um papel particularmente relevante na captação de investimento estrangeiro e no acompanhamento de grandes projectos económicos em Portugal. Para Sines, esta mudança não é indiferente. O concelho tem vindo a afirmar-se como um dos territórios mais estratégicos do país para investimentos ligados à energia, à indústria, à logística, aos data centers, ao hidrogénio verde e à transição digital.

Muitos destes projectos dependem de articulação entre Governo, investidores internacionais, autarquias, entidades públicas e empresas, área em que a AICEP assume um papel central. Madalena Oliveira e Silva assumiu a liderança da AICEP após a saída de Ricardo Arroja, numa solução apontada como transitória para garantir a continuidade da agência. Nas últimas semanas, a administração da AICEP registou também outras alterações, com a saída do administrador financeiro Francisco Catalão, escolhido para secretário de Estado da Gestão da Saúde, e da administradora Joana Gaspar, que deverá assumir funções como cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro. A sucessão na liderança da AICEP será, por isso, acompanhada com atenção por territórios como Sines, onde estão em causa investimentos de grande dimensão e com impacto directo na economia local, no emprego, nas infraestruturas e no posicionamento internacional do concelho.

Num momento em que Sines procura consolidar-se como plataforma atlântica para a energia, a indústria e a economia digital, a estabilidade das entidades nacionais responsáveis pela promoção do investimento externo poderá ser determinante para assegurar que os projectos anunciados avançam com previsibilidade e coordenação.

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