
A pesca da sardinha reabriu esta segunda-feira, depois de quase cinco meses de interdição, com um limite máximo de 33.446 toneladas para a frota portuguesa. A actividade tinha sido encerrada a 3 de Dezembro, como medida de protecção do recurso, num regime de gestão partilhada entre Portugal e Espanha.
A reabertura permite o regresso da captura, descarga e venda de sardinha, mas dentro dos limites definidos pelas autoridades.De acordo com o despacho publicado em Diário da República, estão estabelecidos limites diários de captura em função da dimensão das embarcações. Até ao final de Maio, os barcos até nove metros podem capturar até 2.250 quilos, ou 100 cabazes. As embarcações com mais de nove e até 16 metros têm um limite de 3.938 quilos, ou 175 cabazes. Já os barcos com mais de 16 metros podem capturar até 6.750 quilos, equivalentes a 300 cabazes.A partir de 1 de Junho, os limites aumentam para algumas embarcações. Os barcos até nove metros passam a poder capturar 2.700 quilos, ou 120 cabazes, enquanto os barcos com mais de nove e até 16 metros ficam com um limite de 4.725 quilos, ou 210 cabazes. Para as embarcações com mais de 16 metros, mantém-se o limite de 6.750 quilos.
Nos feriados nacionais, a captura, manutenção a bordo, descarga e venda de sardinha continuam interditas. O despacho proíbe ainda a transferência de sardinha para uma lota diferente da correspondente ao porto de descarga, bem como a descarga da mesma embarcação em mais de um porto no mesmo dia.
A sardinha é uma das espécies mais importantes para a pesca portuguesa e tem também forte peso económico e cultural, sobretudo nos meses de Primavera e Verão, quando aumenta a procura associada às festas populares e ao consumo tradicional.