Bloco questiona Governo sobre pressão habitacional e ambiental em Sines.

O Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre os impactos sociais, habitacionais e ambientais dos investimentos previstos para a região de Sines até 2031.

A iniciativa parlamentar foi entregue pelo deputado Fabian Figueiredo e dirigida ao Ministério das Infraestruturas e Habitação e ao Ministério da Economia e da Coesão Territorial. Em causa estão cerca de 30 projectos promovidos por 53 entidades de 10 países, num investimento estimado em 25 mil milhões de euros. Entre os projectos referidos estão investimentos industriais, energéticos e digitais de grande dimensão, bem como projectos eólicos e duas megacentrais fotovoltaicas em Santiago do Cacém.

O Bloco alerta que estes investimentos poderão criar 4.577 empregos directos e 6.903 postos de trabalho temporários, provocando uma forte pressão sobre a habitação, os serviços públicos e os recursos ambientais da região.Segundo o partido, a possível fixação de cerca de 7.000 trabalhadores poderá agravar a falta de habitação em Sines, Vila Nova de Santo André e Santiago do Cacém, territórios que já enfrentam dificuldades no acesso a casas a preços comportáveis. No requerimento, o BE questiona o Governo sobre as medidas previstas para responder ao aumento da procura habitacional, reforçar os serviços públicos e garantir que os investimentos não agravem os problemas ambientais já existentes no território.

O partido defende que o desenvolvimento económico da região deve ser acompanhado por políticas públicas capazes de proteger a população residente, assegurar condições de vida dignas e prevenir novos desequilíbrios sociais e ambientais.

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