
Segundo o Observador, o consumo de gás natural em Portugal caiu para níveis que só estavam previstos para 2035, uma redução que está a criar novos desafios para o sistema energético nacional e para infraestruturas estratégicas como o Terminal de Gás Natural Liquefeito de Sines.
De acordo com a Agência Internacional de Energia, citada pelo Observador, a quebra da procura está a pressionar a remuneração das infraestruturas de gás e pode ter impacto nos preços pagos pelos consumidores. O problema resulta do facto de existirem custos fixos elevados na rede e nos terminais, que passam a ser suportados por um volume menor de consumo.
O Terminal de GNL de Sines é uma das principais portas de entrada de gás natural em Portugal e tem um papel central na segurança de abastecimento do país. No entanto, com menos gás a ser consumido, a utilização destas infraestruturas tende a diminuir, levantando dúvidas sobre a forma como os custos serão repartidos no futuro. A descida do consumo está ligada à maior produção de energia renovável, à redução da utilização das centrais a gás para produzir electricidade e às metas de descarbonização. Apesar de o consumo de gás natural ter recuperado em 2025 face ao ano anterior, continuou abaixo das médias registadas nos anos anteriores. A situação coloca Sines no centro de um debate nacional sobre energia, preços e transição energética.
O terminal mantém importância estratégica para o país, mas a queda mais rápida do que o previsto no consumo de gás obriga a repensar o equilíbrio entre segurança de abastecimento, custos para os consumidores e aproveitamento das infraestruturas existentes.