
O Chega formalizou hoje, na Assembleia da República, o pedido de constituição de uma comissão parlamentar de inquérito à Operação Influencer, processo judicial que envolve projectos ligados ao lítio, ao hidrogénio verde e ao centro de dados de Sines.
O partido pretende que o Parlamento apure eventuais influências indevidas, benefícios privados e responsabilidades políticas associadas a decisões tomadas durante o anterior Governo de António Costa. A ligação a Sines é uma das componentes centrais do processo. A Operação Influencer incluiu diligências relacionadas com o projecto de hidrogénio verde em Sines e com o centro de dados Sines 4.0, actualmente associado à Start Campus.
O processo levou também a buscas na Câmara Municipal de Sines e envolveu o então presidente da autarquia, Nuno Mascarenhas, sobre o qual não existe nenhuma suspeita. A investigação, desencadeada em Novembro de 2023, teve forte impacto político nacional e contribuiu para a demissão de António Costa do cargo de primeiro-ministro. Com este pedido, o Chega pretende levar para o plano parlamentar o escrutínio político da Operação Influencer, separando-o da investigação judicial em curso.
Em Sines, o tema mantém relevância pelo peso económico e estratégico dos investimentos ligados à energia, hidrogénio e centros de dados.