Álvaro Beijinha admite estrutura de missão para Sines, mas sem perda de competências da Câmara.

O presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, mostrou-se receptivo à criação de um grupo de trabalho ou de uma estrutura de missão para acompanhar os desafios do concelho, desde que essa solução não colida com as competências legais da autarquia.A posição foi assumida durante a conferência Impulso Local, promovida pelo Jornal Económico, em Sines, numa sessão que contou com a presença do ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias.

Em causa está a crescente pressão sobre Sines, associada aos grandes investimentos nas áreas da energia, logística, indústria, economia digital e infra-estruturas portuárias, com impacto na habitação, mobilidade, serviços públicos e qualidade de vida da população.Álvaro Beijinha afastou, no entanto, a possibilidade de um modelo semelhante ao antigo Gabinete da Área de Sines, que substituía competências das autarquias.

“Não defendo claramente o modelo de uma estrutura como o Gabinete da Área de Sines, que substituía as competências das autarquias. Não abdicaremos das nossas competências legais. Mas defendo que haja uma estrutura que possa ajudar a população, tendo em conta a complexidade do problema”, afirmou o autarca.

A eventual criação de uma estrutura de apoio para Sines surge num contexto em que o concelho volta a assumir relevância nacional devido à concentração de projectos estratégicos e aos desafios que esse crescimento coloca ao território.

Foto: Município de Sines

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