Marisa Rodrigues dos Santos defende plano estratégico para Sines após presença na conferência Impulso Local.

A presidente da Assembleia Municipal de Sines, Marisa Rodrigues dos Santos, eleita pelo MAIS, esteve presente na conferência “Impulso Local”, promovida pelo Jornal Económico, em Sines, e deixou posteriormente, numa publicação na sua rede social, várias preocupações sobre os desafios que os grandes investimentos colocam ao concelho.

Na publicação, Marisa Rodrigues dos Santos destacou o interesse da iniciativa e a forma como foram abordados vários temas relevantes para Sines, mas admitiu que nem tudo o que ouviu a deixou tranquila, por considerar que nem todas as respostas necessárias estão a ser preparadas. A presidente da Assembleia Municipal defendeu que Sines precisa de ser pensado de forma integrada, tendo em conta os impactos dos investimentos na habitação, nos serviços públicos, na mobilidade, no ambiente e na própria identidade social do concelho.Marisa Rodrigues dos Santos considera necessário um verdadeiro plano estratégico para o território, com visão de conjunto, capacidade de antecipação e prioridades bem definidas.

Na mesma publicação, criticou a ideia de que o problema da habitação em Sines resulte sobretudo de constrangimentos no licenciamento urbanístico, defendendo que a pressão dos grandes investimentos sobre o mercado local é hoje uma parte central do problema. A eleita do MAIS defendeu ainda que a habitação pública deve ser assumida como prioridade estratégica, tanto para responder à chegada prevista de milhares de trabalhadores como para proteger quem já vive no concelho. Outro ponto abordado foi a eventual criação de estruturas que possam substituir competências das câmaras municipais. Para Marisa Rodrigues dos Santos, os municípios precisam de mais meios técnicos e instrumentos eficazes, não de serem substituídos nas suas atribuições.

A presidente da Assembleia Municipal sublinhou também que os grandes projectos devem ter uma verdadeira lógica de responsabilidade social e territorial, construída em articulação com os actores locais e regionais.

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