Sines fica fora do pacote de 77 milhões para obras urgentes em zonas costeiras.

Sines não surge entre os 28 municípios abrangidos pelo pacote de 77 milhões de euros anunciado pelo Governo para intervenções urgentes em zonas ribeirinhas e costeiras afectadas por tempestades.

A medida, integrada na iniciativa “Territórios Resilientes”, prevê financiamento a 100% e transferido de uma só vez para as autarquias, permitindo avançar com obras consideradas urgentes, como reparação de diques, reposição de areia em praias e recuperação de infraestruturas danificadas.

No Litoral Alentejano, os municípios de Grândola e Odemira surgem entre os concelhos abrangidos, mas Sines fica de fora deste pacote de contratos-programa. A exclusão levanta questões sobre os critérios usados pelo Governo para a selecção dos municípios, sobretudo tendo em conta a importância da frente costeira de Sines, a exposição do concelho ao Atlântico e a relevância económica e ambiental do seu território litoral.

O pacote agora anunciado pretende acelerar intervenções consideradas prioritárias, dispensando alguns procedimentos habituais devido ao carácter urgente das obras. Ainda assim, a ausência de Sines da lista dos municípios contemplados deverá merecer atenção política e institucional, sobretudo se existirem necessidades identificadas no concelho ao nível da protecção costeira, acessos, arribas, praias ou infraestruturas ribeirinhas.

A decisão do Governo beneficia 28 autarquias, mas deixa Sines fora de um programa que, pela sua natureza, poderia ter particular relevância para territórios costeiros com forte ligação ao mar.

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