
A Associação do Comércio Local de Sines manifestou desagrado junto do Município de Sines pela ausência de resposta a um pedido apresentado há mais de 60 dias, relacionado com a realização do evento “Comércio Local em Festa”, previsto para 4 de Julho.
Segundo a ACLS, a iniciativa pretendia incluir a atribuição dos prémios da Campanha da Primavera, que envolve mais de 90 estabelecimentos comerciais de Sines e Porto Covo e termina a 20 de Junho de 2026. A campanha prevê a atribuição de uma viagem a Paris e 1500 euros em vales de compras, com uma estimativa de receita superior a 1,1 milhões de euros.
A associação pretendia ainda alargar o formato habitual do “Comércio Local em Festa”, com a realização do “Sines Fashion”, um evento de moda envolvendo lojas de vários sectores, como estética, cabeleireiros, roupa, sapatarias, ópticas e decoração, bem como acções de showcooking, animação, feira de vinhos com produtores da região e a possibilidade de os comerciantes levarem as suas lojas para a rua.
O Jardim das Descobertas era o local escolhido pela ACLS, que defende a necessidade de descentralizar as iniciativas realizadas em Sines e valorizar uma zona central da cidade.De acordo com a associação, a comunicação ao Município foi feita no dia 4 de Abril, tendo existido também uma reunião com um técnico municipal. No entanto, a ACLS afirma não ter recebido qualquer resposta, o que inviabilizou a preparação atempada do evento.A associação sublinha que uma iniciativa desta dimensão exige planeamento, contratação de meios e articulação com a autarquia, sendo impossível avançar apenas com os recursos próprios da ACLS.
No comunicado, a ACLS critica ainda o apoio municipal dado aos Santos Populares, considerando que a iniciativa não acautelou os interesses do comércio local em geral. A associação defende que o evento poderia ter sido realizado de forma mais descentralizada e com envolvimento de outros sectores do comércio, para além da restauração.
A ACLS considera que o Município deve investir em iniciativas que promovam e potenciem o comércio local, mas defende também que as instituições devem ser respeitadas e que, no mínimo, devem receber resposta aos pedidos apresentados.