EDP contesta entrega da água do mar em Sines à Águas de Santo André.

De acordo com o Observador, a EDP avançou com uma providência cautelar contra o decreto-lei que atribui à Águas de Santo André a gestão da captação de água do mar em Sines, através de infraestruturas ligadas à antiga central termoeléctrica. Em causa está o futuro fornecimento de água do mar para utilização industrial na Zona Industrial e Logística de Sines, numa altura em que estão previstos novos investimentos para o concelho e para a região.

O diploma aprovado pelo Governo reforça o papel da Águas de Santo André como operador único do sistema de abastecimento de água, saneamento e resíduos na área abrangida, incluindo a ZILS. A empresa passa também a ter competências para gerir diferentes origens de água, como a água do mar e a água reutilizada.

A decisão prevê a utilização de estruturas existentes associadas à antiga central a carvão de Sines, nomeadamente sistemas de captação e restituição de água do mar. É este ponto que está na origem da contestação da EDP, que recorreu aos tribunais para travar os efeitos do decreto.

O tema é relevante para Sines, uma vez que o abastecimento de água industrial é considerado essencial para a instalação e expansão de novos projectos económicos, sobretudo nas áreas da energia, indústria e logística. Com esta providência cautelar, abre-se uma disputa jurídica entre a EDP e o Estado em torno de uma infraestrutura estratégica para o futuro industrial do concelho.

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