
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, considerou que a rejeição do pacote laboral apresentado pelo Governo representa “uma grande vitória” dos trabalhadores, da CGTP e do próprio partido, sublinhando que o resultado foi alcançado após meses de contestação e mobilização.
A posição foi assumida este sábado, em Gouveia, onde o líder comunista destacou que a derrota da proposta do Governo PSD/CDS-PP no Parlamento demonstrou a importância da luta sindical e da pressão exercida pelos trabalhadores ao longo dos últimos meses. Paulo Raimundo afirmou que o PCP esteve desde o início contra a revisão da legislação laboral, por entender que a proposta retirava direitos aos trabalhadores e favorecia os interesses das entidades patronais.
Para o líder comunista, o chumbo do diploma confirma que a mobilização teve impacto político e travou medidas consideradas lesivas para quem trabalha.O pacote laboral, apresentado pelo Governo como uma reforma destinada a modernizar o mercado de trabalho, acabou por não reunir apoio parlamentar suficiente para avançar.
A proposta tinha sido alvo de críticas por parte dos partidos à esquerda e das estruturas sindicais, que contestaram várias alterações previstas à legislação do trabalho.Apesar da derrota parlamentar, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, já tinha indicado que o Governo não abandona a intenção de avançar com alterações à lei laboral. O tema deverá, por isso, continuar no centro do debate político nos próximos meses.
Para o PCP, no entanto, o resultado representa um sinal claro de que os trabalhadores não aceitaram uma reforma que consideravam injusta, defendendo que a prioridade deve passar pela valorização dos salários, pela estabilidade no emprego e pelo reforço dos direitos laborais.