Portugal perde quota em mais de metade dos mercados de exportação.

Portugal perdeu quota de mercado em mais de metade dos destinos para onde exporta bens, num sinal de maior pressão sobre a competitividade das empresas nacionais.

Em 2025, o país recuou em 195 dos 341 mercados analisados, o que representa cerca de 57% dos destinos de exportação. Estes mercados tinham um peso relevante nas vendas portuguesas ao exterior, correspondendo a mais de 60% das exportações de bens.

A perda foi sentida em vários sectores, com destaque para produtos agrícolas, instrumentos médicos e de ótica, mobiliário, materiais ligados à cerâmica, vidro, pedra e gesso, e material de transporte. Espanha foi o mercado com maior impacto negativo, não só pela quebra registada, mas também por continuar a ser o principal destino das exportações portuguesas, representando cerca de 30% das vendas de bens ao exterior.

Nos mercados onde Portugal perdeu posição, outros concorrentes ganharam espaço, incluindo países da União Europeia, os Estados Unidos e a China. A pressão chinesa é apontada como um dos factores relevantes, sobretudo em algumas áreas industriais e nas encomendas de baixo valor para a Europa. Apesar do recuo, as perspectivas apontam para alguma recuperação nos próximos anos, com uma evolução mais favorável das exportações de bens e serviços.

Para Sines, onde o porto, a indústria e a logística têm um papel estratégico na ligação de Portugal ao mundo, estes dados reforçam a importância de defender a competitividade externa do país e a capacidade de produzir, atrair e escoar bens com maior valor acrescentado.

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