José Luís Carneiro critica Governo e deixa recado com impacto directo em Sines.

José Luís Carneiro acusou o Governo de estar “sem agenda para a economia” e defendeu que Portugal precisa de uma estratégia mais clara para os sectores estratégicos, incluindo a economia do mar, a energia e a capacidade produtiva nacional.

As declarações do secretário-geral do PS ganham particular leitura em territórios como Sines, onde se concentram alguns dos principais investimentos industriais, portuários, logísticos e energéticos do país. Para José Luís Carneiro, o Governo tem apostado em sucessivos anúncios, mas continua sem dar respostas concretas a áreas consideradas essenciais para o desenvolvimento económico. O líder socialista apontou a habitação, os salários, a fixação de jovens, a competitividade das empresas e a valorização dos sectores produtivos como matérias onde faltam medidas com resultados práticos.

Sines surge neste debate como um exemplo evidente da importância de uma política económica com visão territorial. O concelho reúne porto de águas profundas, zona industrial e logística, projectos ligados à transição energética, capacidade exportadora e potencial para atrair investimento internacional. A crítica de José Luís Carneiro incide precisamente sobre a ausência de uma estratégia nacional capaz de transformar estes activos em mais emprego qualificado, melhores salários e maior criação de valor para o país.O secretário-geral socialista defendeu ainda uma maior aposta na economia do mar e nas energias sustentáveis, duas áreas directamente ligadas ao futuro de Sines.

Para o líder do PS, Portugal deve reforçar a ligação entre empresas, universidades, centros de conhecimento e inovação tecnológica, de forma a aumentar a competitividade da economia.

Num momento em que Sines é frequentemente apontada como uma das principais portas de crescimento económico do país, as declarações de José Luís Carneiro colocam novamente em cima da mesa a necessidade de transformar anúncios e intenções em decisões concretas, capazes de beneficiar o território e a população.

Foto: © Horacio Villalobos

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