Governo “admite” que seria melhor Portugal manter controlo da refinaria de Sines.

O Governo admite que seria uma solução melhor para Portugal manter o controlo da refinaria de Sines, num momento em que está a ser analisado o acordo entre a Galp e a Moeve.

Questionada sobre o tema, a ministra do Ambiente e Energia, Maria Graça Carvalho, afirmou que o assunto está a ser acompanhado de forma coordenada dentro do Governo, envolvendo o primeiro-ministro, o ministro das Finanças, o ministro da Economia e a própria ministra.

Em causa está a importância estratégica da refinaria de Sines para a independência energética do país. Maria Graça Carvalho reconheceu que, desse ponto de vista, seria preferível que a infraestrutura continuasse sob controlo português, embora tenha sublinhado que existem regras do mercado interno e da Organização Mundial do Comércio que têm de ser respeitadas.O Governo está agora a estudar quais os mecanismos disponíveis para avaliar a situação e perceber que margem de intervenção existe. A decisão, caso venha a ser tomada, deverá ser comunicada em conjunto pelo executivo.

A refinaria de Sines é uma das principais infraestruturas energéticas nacionais e tem um peso relevante na segurança do abastecimento, na economia local e na estratégia industrial do país. Por isso, qualquer alteração no seu controlo levanta questões que vão além de uma simples operação empresarial.

A posição agora assumida pelo Governo coloca o debate num plano político e estratégico. Saber se Portugal deve limitar-se a acompanhar uma operação de mercado ou se deve procurar garantir que uma infraestrutura essencial para a soberania energética nacional permanece sob controlo nacional.

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