
O Bloco de Esquerda manifestou preocupação com o impacto que o negócio entre a Galp e a Moeve poderá ter no futuro controlo da Refinaria de Sines, considerando que está em causa um activo estratégico para o país e para a soberania energética nacional. A operação em análise prevê a criação de uma nova estrutura empresarial para integrar activos industriais das duas empresas, incluindo a Refinaria de Sines e unidades da Moeve em Espanha.
Neste modelo, a Galp passaria a ter uma participação minoritária na sociedade industrial, enquanto a Moeve assumiria uma posição dominante.
Para o BE, esta possibilidade levanta dúvidas sobre quem ficará, na prática, com capacidade de decisão sobre a refinaria portuguesa. O partido considera que a unidade de Sines não pode ser tratada apenas como um activo empresarial, tendo em conta o seu peso no abastecimento energético do país, no emprego directo e indirecto e na economia local.
O tema já tinha motivado preocupação por parte da Comissão de Trabalhadores da Galp, que alertou para riscos relacionados com a continuidade da refinaria, os postos de trabalho e a perda de controlo nacional sobre uma infraestrutura construída ao longo de décadas. Entre as preocupações estão a manutenção da unidade em território nacional e a garantia do abastecimento do país em caso de crise energética.