
Segundo avança o Jornal de Negócios, a ACM – Alchemy & Critical Metals reservou um terreno na Zona Industrial e Logística de Sines para instalar uma refinaria de antimónio, num projecto que deverá criar cerca de 150 empregos directos e 300 indirectos. O antimónio é uma matéria-prima crítica usada na indústria, tecnologia, baterias, semicondutores e defesa.
A unidade industrial tem arranque previsto para 2030 e ficará localizada na Zona 1 da ZILS, numa parcela com cerca de 131 mil metros quadrados. O contrato de reserva do terreno foi assinado a 15 de Junho entre a aicep Global Parques e a ACM, empresa dedicada ao desenvolvimento de capacidade industrial de refinação de metais críticos.
O projecto surge num contexto em que o antimónio é considerado uma matéria-prima crítica pela União Europeia, sendo utilizado em sectores como a energia, a indústria tecnológica, os semicondutores, a mobilidade e a defesa. A aposta em Sines insere-se também na estratégia europeia de reduzir dependências externas e reforçar a segurança das cadeias de abastecimento.
De acordo com a mesma fonte, o direito de superfície a constituir terá uma duração de 30 anos, renovável, embora o valor do investimento não tenha sido revelado. A localização em Sines é apontada como estratégica, pela proximidade ao Porto de Sines, pelas ligações ferroviárias e rodoviárias e pelas infraestruturas energéticas existentes na região.
A futura refinaria poderá reforçar o papel de Sines nas cadeias internacionais de matérias-primas críticas e posicionar Portugal na cadeia de valor europeia do antimónio, numa altura em que a União Europeia procura aumentar a sua capacidade interna de processamento de materiais estratégicos até 2030.