Madoqua reforça ambição de ligar Sines à nova rota europeia do hidrogénio verde.

Madoqua reforça ambição de ligar Sines à nova rota europeia do hidrogénio verdeSines volta a estar no centro da estratégia europeia para o hidrogénio verde, com a Madoqua a reforçar a importância do projecto MP2X na ligação entre Portugal e os grandes mercados industriais do Norte da Europa.

O projecto, há muito associado à estratégia de transição energética prevista para Sines, pretende instalar no concelho uma unidade industrial dedicada à produção de hidrogénio verde e amoníaco verde, com ligação directa à descarbonização da indústria, dos fertilizantes e do transporte marítimo. De acordo com o Jornal Económico, o investimento poderá atingir cerca de 3,2 mil milhões de euros e prevê a instalação de cerca de 500 MW de capacidade de electrólise. A produção estimada aponta para cerca de 50 mil toneladas de hidrogénio verde e até 500 mil toneladas de amoníaco verde por ano.

A ambição passa por integrar Sines no corredor Sines–Roterdão–Duisburgo, uma rota estratégica que pretende ligar a produção nacional de combustíveis verdes aos grandes centros industriais e logísticos europeus, especialmente no Norte da Europa. A escolha de Sines continua a assentar em factores já conhecidos, um porto de águas profundas, capacidade logística, presença industrial, localização atlântica, ligação às cadeias energéticas e potencial para receber produção renovável em larga escala. A Madoqua tem apresentado o MP2X como uma peça relevante para a transição energética, mas também como um investimento capaz de gerar impacto económico no território. As estimativas apontam para mais de 200 postos de trabalho directos e cerca de 3000 indirectos na primeira fase, além de uma redução potencial de cerca de 600 mil toneladas de CO₂ por ano. Apesar do potencial, o avanço do projecto continua dependente de licenciamento, acesso à rede eléctrica, disponibilidade de água, terrenos, contratos de energia renovável e articulação com a actividade portuária. A empresa tem defendido que Portugal precisa de maior previsibilidade regulatória e melhor coordenação institucional para não perder velocidade na corrida europeia ao hidrogénio verde.

Para Sines, o MP2X confirma uma tendência que já vinha ganhando força nos últimos anos: o concelho está a ser preparado para assumir um papel central na nova economia energética, juntando indústria, porto, logística e exportação de combustíveis sustentáveis.

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