Crescimento de Sines esbarra na falta de habitação e infraestruturas

Segundo o ECO, o presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, alertou para a preocupação crescente dos investidores instalados e interessados no concelho perante a falta de habitação, de infraestruturas e de serviços públicos capazes de acompanhar o volume de investimento previsto para os próximos anos.

O autarca afirmou que já reuniu com vários grandes investidores presentes em Sines e que a preocupação é transversal. Em causa está a necessidade de trazer mão-de-obra de fora para responder aos projectos em curso e aos investimentos anunciados para o concelho.

“Vão ter que trazer mão-de-obra de fora. Onde é que estas pessoas vão dormir, residir? Quando quiserem trazer os filhos, onde é que os vão pôr na escola? Quando tiverem um problema de saúde, como é que resolvem?”, questionou Álvaro Beijinha. O problema da habitação surge como uma das principais pressões sobre o território. De acordo com o autarca, Sines já regista valores muito elevados no mercado imobiliário, com rendas a rondar os 2.000 euros e preços que podem atingir os 5.000 euros por metro quadrado em algumas zonas.Álvaro Beijinha reconhece que Sines vive uma fase de forte atracção económica, mas alerta que esse crescimento está a criar impactos directos na comunidade local. O aumento do custo da habitação, da restauração e de outros bens essenciais faz com que o investimento, apesar de positivo para a economia, tenha também efeitos difíceis para quem já vive no concelho.O autarca defende que o problema ultrapassa a capacidade financeira da Câmara Municipal de Sines.

Segundo explicou, para responder às necessidades previstas seriam necessárias cerca de 5.000 novas habitações, num investimento estimado em mil milhões de euros, valor muito acima da capacidade de investimento municipal.

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