
O transporte de animais vivos por via marítima voltou a gerar contestação em Sines, depois de uma publicação da PATAV — Plataforma Anti-Transporte de Animais Vivos — denunciar novos embarques no porto.
Na publicação feita nas redes sociais, a plataforma afirma que “ontem mais um embarque ocorreu em Sines” e que “hoje outro” estaria a decorrer. Em causa está uma prática legal, mas há muito contestada por associações de defesa animal: O embarque de animais vivos em navios para viagens marítimas, muitas vezes longas, com destino a mercados internacionais.
As organizações que se opõem a este transporte alertam para o risco de sofrimento, stress, confinamento, calor e dificuldade de fiscalização durante todo o percurso. Já a actividade é enquadrada por regras nacionais e europeias, com controlo veterinário e exigências de bem-estar animal.
A publicação da PATAV não permite confirmar o número de animais envolvidos, o navio, o destino ou as condições concretas do embarque. Ainda assim, volta a dar força a uma pergunta sensível: deve Portugal continuar a permitir a exportação de animais vivos por mar?
Em Sines, o tema cruza actividade portuária, comércio internacional e bem-estar animal, num debate que volta sempre que há novos embarques deste tipo.
Imagem: PATAV