
A época de captura da sardinha reabriu, mas em Sines o arranque está a ser marcado pela incerteza. Numa reportagem emitida pela SIC, pescadores locais deram conta de um ano atípico, com pouca sardinha junto à costa e uma faina mais difícil do que o habitual.
Com conhecimento acumulado por muitos anos de mar, os profissionais ouvidos explicam que a sardinha não tem aparecido nas zonas onde normalmente era esperada nesta altura. A situação obriga as embarcações a procurar peixe mais longe, aumenta os custos da actividade e torna cada saída para o mar mais imprevisível. Para os pescadores, esta realidade representa uma preocupação séria. Menos sardinha significa menos rendimento para as tripulações e maior pressão sobre uma actividade que continua a exigir esforço, experiência e grande capacidade de resistência.
A escassez poderá também reflectir-se no preço ao consumidor, sobretudo numa altura em que a sardinha ganha maior procura com a aproximação do Verão e dos santos populares. Em Sines, onde a pesca faz parte da identidade local, o momento é acompanhado com atenção.
Os pescadores falam com prudência, mas também com a autoridade de quem conhece o mar e sabe que cada campanha pode ser diferente. Para já, a época começou com pouco peixe, muitas dúvidas e a esperança de que a sardinha se aproxime da costa nas próximas semanas, permitindo uma campanha mais equilibrada para quem continua a fazer da pesca o seu modo de vida.