
Segundo o Jornal Económico, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, afirmou que estão em preparação seis novas áreas empresariais inspiradas no modelo de Sines, de Norte a Sul do país.
As declarações surgem num momento em que Sines é apontada como um caso de sucesso, mas também como um território sob forte pressão, devido ao elevado volume de investimento previsto para os próximos anos. De acordo com o governante, estão em causa mais de 25 mil milhões de euros em projectos industriais a caminho de Sines, com concretização prevista até ao início da próxima década.
Manuel Castro Almeida reconhece que Sines enfrenta “dores de crescimento” e defende a necessidade de um plano integrado para o território. O ministro sublinha que Sines “não pode ser apenas um amontoado de fábricas”, lembrando que ali vivem pessoas, trabalhadores e famílias que precisam de escolas, médicos, supermercados, redes de água, saneamento e outras infraestruturas adequadas ao crescimento populacional.
O governante revelou ainda que já conversou com o presidente da Câmara Municipal de Sines sobre a necessidade desse planeamento, envolvendo vários departamentos do Estado. Segundo o Jornal Económico, a estratégia do Governo passa agora por replicar, noutras regiões do país, áreas empresariais de média ou grande dimensão.
Estão previstas duas no Norte, duas no Centro, uma na região de Lisboa e Vale do Tejo e outra no interior do Alentejo, uma vez que o Alentejo Litoral já conta com Sines.Ainda assim, Manuel Castro Almeida deixou claro que estas novas áreas não terão a dimensão de Sines.
A Zona Industrial e Logística de Sines tem mais de quatro mil hectares, sendo uma das maiores áreas industriais e logísticas do país. Para Sines, as declarações confirmam dois pontos centrais, de que por um lado, o peso estratégico do concelho na economia nacional; por outro, a urgência de acompanhar o investimento industrial com habitação, serviços públicos, mobilidade e infraestruturas capazes de responder ao crescimento esperado.