
A refinaria de Sines está no centro de uma operação que poderá envolver a entrada de um fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos no capital da unidade industrial.
Segundo o Público, o fundo Mubadala está a preparar a entrada na refinaria de Sines, no âmbito da operação que envolve a Moeve, antiga Cepsa, e a Galp. A concretizar-se, esta movimentação poderá alterar o equilíbrio accionista ligado à única refinaria em funcionamento em Portugal.
A unidade de Sines é considerada uma infraestrutura estratégica para o país, pelo seu papel no abastecimento energético nacional e pelo peso que tem na actividade industrial e portuária do concelho. A eventual entrada de capital dos Emirados Árabes Unidos reforça a dimensão internacional da operação e levanta uma questão central de há muito tempo sobre quem deve controlar activos considerados essenciais para a segurança energética de Portugal.
A operação ainda decorre no plano empresarial, mas o Governo tem acompanhado o processo com atenção, defendendo a importância de manter capacidade de decisão nacional sobre infraestruturas críticas.