
Uma questão colocada em formato de sondagem no Instagram, na qual participaram 1523 pessoas, procurou perceber a opinião dos seguidores sobre a forma como as principais redes sociais institucionais do concelho de Sines comunicam com a população.
Sem valor científico ou estatístico, mas com uma participação expressiva, a auscultação permite retirar algumas leituras sobre a percepção pública da comunicação digital local.
Entre as respostas recolhidas, a comunicação do Festival Músicas do Mundo de Sines foi considerada a melhor presença institucional nas redes sociais. A página do FMM destacou-se pela qualidade visual, regularidade das publicações, identidade própria e capacidade de envolver o público em torno de um evento que é uma das principais marcas culturais do concelho.
Também a comunicação do Município de Sines mereceu uma avaliação positiva, surgindo como a segunda melhor presença institucional nas redes sociais. Apesar de existirem sempre aspectos a melhorar, os participantes reconheceram maior regularidade, diversidade de conteúdos e uma presença mais estruturada na divulgação da actividade municipal.
No lado oposto, a Junta de Freguesia de Sines foi apontada como a presença institucional menos conseguida nas redes sociais. A avaliação negativa parece estar relacionada com a falta de dinamismo, menor capacidade de atrair atenção e uma comunicação ainda pouco adaptada à forma como hoje as pessoas consomem informação nas plataformas digitais.
As redes sociais institucionais deixaram de ser apenas espaços para colocar avisos ou fotografias de cerimónias. São hoje ferramentas essenciais de proximidade, transparência e ligação à população. Informar bem, com clareza, regularidade e sentido visual, é também uma forma de prestar serviço público.
Num concelho como Sines, onde existe uma comunidade activa, exigente e atenta, a comunicação digital das instituições deve acompanhar essa realidade. Não basta estar presente nas redes sociais. É preciso comunicar com utilidade, identidade e capacidade de chegar às pessoas. A sondagem não deve ser vista como uma sentença definitiva, mas como um sinal.
Há trabalho positivo a reconhecer, como no caso do FMM e do Município de Sines, mas há também margem clara para melhorar, sobretudo nas instituições que ainda não conseguiram transformar as redes sociais num verdadeiro canal de proximidade com a população.