
A Galp pretende assinar durante o segundo semestre de 2026 um eventual acordo com os accionistas da Moeve para a integração dos negócios de refinação, comercialização de combustíveis e mobilidade das duas empresas.
A informação foi divulgada pela petrolífera portuguesa, que explicou que as negociações continuam a avançar de forma construtiva, embora a dimensão e a complexidade da operação tenham levado ao prolongamento do calendário inicialmente previsto. Em Janeiro, a Galp e os accionistas da Moeve, a Mubadala Investment Company e o grupo Carlyle, tinham anunciado um acordo não vinculativo para iniciar negociações detalhadas. Nessa altura, a expectativa era alcançar um entendimento até meados de 2026. O novo calendário aponta agora para a assinatura de um possível acordo até ao final do ano.
A operação não corresponde a uma fusão completa entre a Galp e a Moeve. O plano em discussão prevê a criação de duas plataformas empresariais distintas.Uma das empresas, denominada provisoriamente RetailCo, reunirá as redes de postos de abastecimento, lojas de conveniência, carregamento eléctrico e outros serviços de mobilidade. A nova plataforma deverá ser controlada de forma equilibrada pela Galp e pelos actuais accionistas da Moeve e poderá integrar cerca de 3.500 postos de abastecimento, sobretudo em Portugal e Espanha.
A segunda plataforma, designada IndustrialCo, ficará dedicada à refinação, petroquímica, comercialização, logística, biocombustíveis, hidrogénio e outros combustíveis de baixo carbono. Esta empresa integrará a Refinaria de Sines e os activos industriais da Moeve em Espanha, ficando os actuais accionistas da empresa espanhola com uma posição de controlo. A Galp deverá manter uma participação superior a 20% na nova plataforma industrial.
A futura empresa poderá reunir uma capacidade de processamento de petróleo próxima dos 700 mil barris por dia, distribuída por três complexos industriais.Apesar do novo prazo, ainda não existe um acordo definitivo. A concretização da operação continuará dependente da conclusão das negociações, da aprovação dos órgãos sociais das empresas e das autorizações das entidades reguladoras e da concorrência.
Até lá, a Galp e a Moeve continuarão a funcionar como empresas independentes, não estando anunciadas, nesta fase, alterações imediatas nas operações, nos postos de trabalho ou nas relações comerciais.