
Fez 10 anos que a Caixa Geral de Depósitos ( CGD ), recebeu indicações políticas por parte do Governo PS para ajudar no financiamento e investimento do grupo espanhol La Seda, que já se debatia na altura com dificuldades. De acordo com o Jornal “Público”, o dossier deste processo encontra-se nas mãos do novo Presidente da CGD, António Domingues e pode custar ao banco público a exorbitante quantia de 900 milhões de euros. A participação da CGD na espanhola La Seda foi uma indicação política do então primeiro ministro José Sócrates e do seu Ministro da Economia da altura Manuel Pinho, com a argumentação de que as empresas portuguesas deveriam possuir um perfil mais “ibérico”. Quem se encontrava na gestão da CGD? Armando Vara ( Que chegou a ser secretário de estado e até ministro adjunto em governos PS ), e Carlos Santos Ferreira que deram o seu aval financeiro ao plano político. Os 900 milhões quantificados estão relacionados com créditos da CGD à La Seda (produtora de poliéster termoplástico), na Artland (empresa portuguesa, fornecedora da La Seda) e na Selenis (também portuguesa, accionista da La Seda), que segundo se pode apurar são empresas que se encontram insolventes. Em relação aos montantes, foram aplicados 121,3 milhões na La Seda, com financiamentos de 75 milhões, na Artenius, agora Artland aplicou 225 milhões e reclama créditos de 520 milhões, e à Selenis emprestou 165 milhões de euros.