
Por despacho já anunciado em Março e publicado na passada terça-feira em Diário da República, e entrada em vigor imediata, o Governo decidiu declarar “o interesse público” das instalações “de armazenamento e transporte por conduta” de gás detidas pela Sigás e Pergás, em Sines e Perafita (Matosinhos), respectivamente.
Ao fazê-lo, cumprindo o anunciado em Março último e a proposta da ENMC – Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis, o executivo pretende adicionar concorrência ao mercado de gás de botija, permitindo que outros operadores tenham acesso às infra-estruturas de armazenagem, reduzindo os seus custos. E, teoricamente, que a oferta aumente e os preços baixem no gás de botija, utilizado pela “maioria dos portugueses” – 2,6 milhões de famílias, segundo os dados oficiais. E cumpre a recomendação da Autoridade da Concorrência, previamente consultada, que há três meses alertou para a excessiva concentração do segmento de actividade em Portugal, num relatório então divulgado.
“A Galp detém uma capacidade total de armazenamento de 68.000 toneladas de GPL, distribuídas pelas seguintes instalações: 10.000 toneladas na refinaria de Sines, 7.500 toneladas na refinaria de Matosinhos, 9.400 toneladas no parque de Aveiras da CLC e 6.100 toneladas no parque de Perafita da Pergás”, adianta a Galp no seu site.
No gás de botija, explica ainda a empresa, “as garrafas são entregues aos cerca de 210 revendedores, que estão distribuídos por todo o território nacional e que por sua vez os distribuem a revendedores de segunda linha, a cerca de 700 estações de serviço e a mais de 17.000 pontos de venda”. “No caso do granel, o produto é entregue em reservatórios, que podem ser aéreos ou enterrados” da “Galp ou dos seus clientes”.