
A CGD – Caixa Geral de Depósitos ( maior credora e também acionista da Artlant) vendeu a unidade da antiga La Seda em Sines a um grupo tailandês avança o Jornal Observador. A Artlant tinha sido declarada insolvente no passado verão. O comprador, a Indorama Ventures anunciou a concretização da operação mas não revelou o valor da mesma, sendo previsível que fique tudo fechado até ao final do ano.
A Caixa Geral de Depósitos foi a principal impulsionadora e financiadora do projecto industrial do grupo químico de origem espanhola cujo financiamento rondou os 400 milhões de euros. Com o declínio da La Seda, a CGD assumiu o comando da empresa, sendo que os créditos do banco deverão superar os 500 milhões de euros, mas Paulo Macedo, antigo Ministro do Governo PSD/CDS-PP e nomeado pelo Governo PS, afirmou que todas as perdas já estão assumidas nas contas.
Em comunicado, o banco “congratula-se com o anúncio da aquisição dos activos da Artlant, empresa química relevante na zona de Sines, por um líder mundial da indústria petro-química”, que vai permitir manter os mais de cem postos de trabalho. Lembra ainda que nunca deixou de apoiar a empresa que “passou por graves dificuldades”, mas não revela números sobre a transação.
Assim concretizou-se o objectivo da CGD, que desde do início, quando assumiu a propriedade da Artlant que era encontrar um investidor sólido dentro do sector para viabilizar e dar continuidade ao projecto.
Não foi somente a CGD a ser credora no processo, também o AICEP – Agência Pública para o Investimento, ficou credora de 45 milhões de euros de incentivos a fundo perdido num projecto considerado de importância nacional pelo então Primeiro – Ministro José Sócrates.
A Artlant é considerada como a maior unidade de produção de PTA na Europa pela empresa compradora, a Indorama Ventures. O PTA (ácido tereftálico purificado) é usado para para produzir PET, matéria prima plástica (poliéster) que é utilizada para vários fins. A fábrica tem capacidade para produzir 700 mil toneladas, o que irá reforçar a liderança do grupo tailandês na Europa, permitindo também reduzir custos e aumentar as sinergias operacionais, via fornecimentos internos, substituindo importações. A aquisição inclui os contratos de trabalho e outras unidades do grupo, incluindo a Artlant Ambiente que tem uma unidade de cogeração para produção de eletricidade.