
O defesa internacional português Mário Rui elogiou as transformações na selecção italiana, que “mudou para melhor”, antecipando o jogo de sábado, do Grupo 3 da Liga das Nações A.
Em conferência de imprensa realizada na Cidade do Futebol, em Oeiras, o defesa do Nápoles assumiu que o jogo “é especial”, por se cruzar com colegas e ex-colegas de equipa e por ser no país onde joga “há muitos anos”, mas vincou a determinação da equipa de Fernando Santos emvencer e selar o apuramento para a “final four” da nova competição da UEFA.
“Vamos defrontar uma equipa que mudou muito desde o último jogo contra Portugal. Agora joga de maneira diferente, com grande qualidade. Mudou para melhor, mas vai encontrar uma selecção com o mesmo objectivo e com vontade de dar continuidade ao que tem feito: jogar bem e ganhar”, afirmou.
A perspectiva de um empate no Estádio Giuseppe Meazza, em Milão, que é suficiente para confirmar o primeiro lugar de Portugal e a consequente qualificação para a fase seguinte, foi contrariada pelo lateral esquerdo, de 27 anos.
“Falta só um ponto, mas o nosso objectivo foi sempre somar três. É esse o espírito: tentar vencer em Itália, que atravessou um momento menos positivo, mas nas últimas partidas mostrou sinais positivos. Neste momento está a praticar um bom futebol e é uma selecção muito difícil”, observou.
Mário Rui está a jogar em Itália desde a temporada 2011/12 e tem, por isso, um conhecimento privilegiado da selecção comandada por Roberto Mancini, mas preferiu valorizar a preparação do jogo feita pela equipa técnica lusa e recusou revelar as conversas com o avançado Lorenzo Insigne, com quem partilha o balneário no Nápoles.
“Tendo uma boa relação com o Lorenzo, é normal falarmos, mas isso fica entre nós. É um prazer jogar contra a Itália. Apesar de conhecer muitos jogadores, o nosso staff está muito mais bem preparado”, disse.
Portugal lidera o Grupo 3 da Liga das Nações A, com seis pontos, mais dois do que a selecção transalpina e mais cinco do que a lanterna-vermelha Polónia, já eliminada.
Foto: EPA/RODRIGO ANTUNES