
O Governo garantiu que fará tudo o que estiver ao seu alcance, dentro da lei, para proteger o interesse estratégico da refinaria de Sines, no âmbito da operação em negociação entre a Galp e a Moeve.
A posição foi transmitida pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, durante uma audição parlamentar, depois de ter sido questionado sobre o futuro da unidade industrial. O governante afirmou que o processo está a ser acompanhado pelo Executivo e sublinhou a importância da refinaria de Sines para o país, sobretudo por ser actualmente a única refinaria em funcionamento em território nacional.
A Galp e a Moeve estão a negociar a criação de duas plataformas empresariais distintas. Uma deverá concentrar os negócios de retalho de combustíveis e mobilidade, enquanto a outra ficará responsável pelos activos industriais ligados à refinação, petroquímica, comercialização de energia e produção de combustíveis de baixo carbono.
A refinaria de Sines deverá integrar a plataforma industrial. A Galp deverá manter uma participação minoritária superior a 20%, ficando a maioria do capital do lado dos accionistas da Moeve. As negociações continuam em curso e o eventual acordo deverá ser fechado durante o segundo semestre de 2026.