
Paulo César Freitas publicou «O Livro que Nunca Mais Era Publicado», a sua primeira obra literária, na qual reúne poemas escritos ao longo de diferentes momentos da vida, atravessados por memórias, silêncios, dúvidas, saudade e esperança.
Editado pela Chiado Books, o livro apresenta-se como um retrato emocional do autor e da forma como foi observando o mundo e amadurecendo com o passar dos anos. Ao longo de 142 páginas, a escrita percorre sentimentos guardados, inquietações pessoais e reflexões sobre a vida, sem procurar contar uma única história ou seguir uma sequência cronológica.
A capa da obra reproduz uma fotografia da Travessa de São Sebastião, em Sines, com o mar ao fundo. A imagem reforça a ligação do autor à cidade e traduz, de forma simbólica, a presença de Sines no seu imaginário, nas suas memórias e na construção emocional dos textos reunidos no livro. Os poemas falam de procura, força, fragilidade e transformação. Mais do que recuperar relações ou episódios concretos, a obra acompanha o crescimento de um coração que aprendeu a interpretar de outra forma aquilo que viveu. Cada texto funciona, assim, como uma espécie de fotografia interior, registando diferentes estados de espírito e etapas de um percurso feito de experiências, perdas, descobertas e recomeços.
O título traduz também a longa espera até à concretização do projecto. Durante anos, a vontade de publicar permaneceu adiada, entre responsabilidades profissionais, intervenção cívica e outros caminhos assumidos pelo autor. A chegada do livro às mãos dos leitores representou, por isso, a conclusão de uma ideia antiga e o início de uma nova dimensão no percurso do autor.O lançamento teve igualmente uma componente solidária, com parte da receita destinada a apoiar o caso oncológico de um trabalhador do Terminal XXI.
Com «O Livro que Nunca Mais Era Publicado», Paulo César Freitas junta o seu nome aos autores ligados a Sines que encontram na escrita uma forma de preservar emoções, interpretar experiências e partilhar diferentes olhares sobre a vida. Uma estreia literária construída a partir do tempo, da memória e de palavras que, depois de muitos anos guardadas, acabaram finalmente por ser publicadas.