PATAV denuncia exportação de animais vivos para Marrocos e pede fim da prática.

A associação PATAV denunciou a partida, a partir do Porto de Sines, do navio Uranus III, que transporta animais vivos com destino a Marrocos, apelando ao fim deste tipo de exportações.

Num comunicado divulgado nas redes sociais, a organização defende que os animais são enviados para um país onde, segundo afirma, não existe um enquadramento legal que garanta o seu bem-estar no momento do abate. A associação sustenta que os animais enfrentam uma longa travessia marítima, alegando que muitos chegam ao destino exaustos e sujeitos a elevados níveis de stress. No mesmo comunicado, afirma que, em Marrocos, os animais podem ser abatidos sem atordoamento, considerando que esta realidade levanta preocupações éticas e de bem-estar animal.

A PATAV critica ainda o que considera ser uma incoerência entre as normas de proteção animal aplicadas em Portugal e na União Europeia e a autorização para exportar animais vivos para países com legislação diferente nesta matéria. A organização defende a proibição deste tipo de exportações e apela à mobilização da sociedade em torno da causa.

O transporte marítimo de animais vivos continua a gerar debate a nível internacional, dividindo organizações de defesa dos animais, que pedem o fim desta prática, e o setor pecuário, que defende que as exportações são realizadas ao abrigo da legislação em vigor.

Imagem: PATAV

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